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Linha de Temperatura: Termômetros e Sensores Industriais

A linha de temperatura reúne termômetros industriais para indicação local e sensores (termopares e PT100) para medição contínua em processos. A INV especifica, instala e calibra esses instrumentos com rastreabilidade à RBC; o fornecimento é feito em conjunto com a Rofiallitec.

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O que é a linha de temperatura

A linha de temperatura reúne os instrumentos responsáveis por indicar, medir e transmitir a temperatura de processos industriais: termômetros para leitura local e sensores (termopares e termorresistências) para medição contínua integrada a controladores, CLPs e sistemas de registro.

Em equipamentos sujeitos à NR-13 — caldeiras, vasos de pressão, autoclaves e tubulações — a indicação confiável de temperatura é requisito operacional e de segurança, e os instrumentos devem ter calibração com rastreabilidade metrológica.

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Termômetros industriais

Termômetro bimetálico

Utiliza uma espiral de dois metais com coeficientes de dilatação diferentes acoplada ao ponteiro. Robusto, sem necessidade de alimentação elétrica, com haste em aço inox e conexão roscada. Faixas típicas de -50 °C a 500 °C. Aplicação: indicação local em linhas de vapor, água quente, óleo térmico e tanques.

Termômetro de bulbo e capilar (expansão de líquido/gás)

Bulbo sensor conectado ao mostrador por capilar flexível, permitindo instalar o indicador longe do ponto de medição. Indicado quando o acesso à leitura é difícil ou o ambiente do processo é hostil.

Termômetro digital / indicador

Recebe o sinal de um sensor (PT100 ou termopar) e exibe a temperatura em display, com opções de saída analógica, relé de alarme e comunicação digital. Maior resolução e possibilidade de registro.

Termopoço (poço de proteção)

Acessório que protege o elemento sensor do contato direto com o fluido, permitindo remover o instrumento sem despressurizar a linha. Especificado em função de pressão, velocidade do fluido, material e comprimento de inserção.

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Sensores de temperatura: termopares e PT100

  • Termopar: dois metais distintos unidos na junta de medição geram uma tensão proporcional à temperatura (efeito Seebeck). Tipos usuais: J, K, T, E, N, S e R.
  • Termorresistência (RTD): PT100 e PT1000 variam a resistência elétrica com a temperatura de forma previsível, com alta exatidão e repetibilidade.
  • Ligações: 2, 3 ou 4 fios no PT100 — 3 ou 4 fios compensam a resistência do cabo e reduzem erro em distâncias maiores.
  • Montagens: sensor com cabeçote (BUZ), com cabo, com mola de compressão ou com transmissor 4–20 mA integrado.
  • Conexões e materiais: rosca NPT/BSP, flange ou tri-clamp sanitário; bainhas em AISI 304, 316L, Inconel e cerâmica conforme temperatura e corrosividade.
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Termopar × PT100: comparativo

CritérioTermoparPT100 (RTD)
Faixa de mediçãoAmpla (até ~1200 °C ou mais, conforme o tipo)Moderada (~-200 °C a 600 °C)
ExatidãoMenorMaior
Estabilidade a longo prazoSofre deriva com ciclos térmicosAlta estabilidade
Tempo de respostaRápidoModerado
CustoMenorMaior
Aplicação típicaFornos, caldeiras, queimadores, alta temperaturaAlimentos, bebidas, químico, farmacêutico, HVAC

A escolha considera faixa de operação, exatidão exigida, ambiente (vibração, corrosão) e a interface de controle disponível.

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Aplicações industriais

  • Caldeiras e sistemas de vapor: temperatura de água de alimentação, vapor superaquecido e gases de exaustão.
  • Vasos de pressão e autoclaves: monitoramento do ciclo térmico e registro para validação.
  • Fornos, estufas e tratamento térmico: controle de setor e perfil de temperatura.
  • Indústria de alimentos, bebidas e farmacêutica: medição sanitária com PT100 e conexões tri-clamp.
  • Trocadores de calor, óleo térmico e compressores: acompanhamento de desempenho e proteção.
  • Mancais de motores e equipamentos rotativos: alarme por temperatura excessiva.
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Calibração de termômetros e sensores

A INV realiza calibração de instrumentos de temperatura com padrões rastreáveis à RBC, em banho térmico, forno de bloco seco ou por comparação em campo, conforme a faixa e a criticidade da aplicação.

O certificado apresenta os pontos de calibração, os erros encontrados, a incerteza de medição, as condições ambientais e a identificação dos padrões utilizados — documento aceito em auditorias de ISO 9001 e em inspeções de NR-13.

Instrumentos aplicados em segurança ou em pontos críticos de qualidade devem ter periodicidade de calibração definida em plano metrológico, com análise de deriva entre calibrações.
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Como especificar um instrumento de temperatura

Informação necessáriaPor quê
Faixa de temperatura de operaçãoDefine tipo de sensor, bainha e escala do termômetro
Fluido e corrosividadeDefine material da bainha e do termopoço
Pressão e velocidade do fluidoDefine espessura do poço e risco de vibração
Comprimento de inserção e conexãoGarante medição representativa e vedação correta
Tipo de leitura (local ou remota)Termômetro indicador ou sensor com transmissor
Exatidão exigida / norma aplicávelDefine PT100 vs. termopar e classe do instrumento
// FAQ

Perguntas Frequentes

⚠️ As informações técnicas sobre instrumentos de temperatura são de caráter orientativo. A seleção, instalação e periodicidade de calibração devem ser validadas por profissional qualificado conforme a criticidade da aplicação e as normas de qualidade aplicáveis.

Atualizado em: agosto/2026 · Responsável técnico: Engenharia de Instrumentação INV

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